terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Sustentabilidade é Acção: 2014 - Ano Internacional da Agricultura Familiar
Sustentabilidade é Acção: 2014 - Ano Internacional da Agricultura Familiar: Em contramão da ganância e ambição de lucro que tem pautado a expansão dos alimentos transgénicos, da agricultura química e das monocultura...
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Essa tal sustentabilidade.....
![]() |
| Rio Mantanza Riachuelo (Argentina) - Um dos rios mais poluídos do mundo. |
Recentemente o mundo
vem abordando o tema da sustentabilidade de diversas formas,
ouvimos falar a todo instante de práticas sustentáveis, gestão
sustentável, inovações sustentáveis, desenvolvimento
sustentável, marketing sustentável, etc., mas a grande
preocupação que me aflige é a de que, será que a imagem
conceitual que esta sendo passada pela mídia em massa é realmente
a imagem conotativa dos fatos. Todos falam em sustentabilidade, mas
o que seria de fato essa palavra?
Bem, primeiramente poderíamos jogar a palavra num site de buscas na internet e clicar no conceito apresentado por uma dessas enciclopédias online. Segundo a Wikipédia, por exemplo, a palavra sustentabilidade refere-se a “um conceito sistêmico; relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana”. Em termos gerais, define-se então a sustentabilidade como todo o conjunto de ações humanas cuja finalidade é a de preservação dos meios e recursos naturais para assim também preservar a própria espécie. Sustentabilidade vem de sustentável, sustentar, ou seja, parte do princípio de que deve haver uma responsabilidade, uma consciência. É isso o que todos os ditos ‘ecochatos’ querem alertar ao mundo: precisamos criar responsabilidades para com o nosso planeta e com o futuro da nossa espécie, precisamos nos conscientizar!
Assim sendo as práticas sustentáveis nada mais são do que ações pensadas a fim de que se reduzam os impactos ambientais causados pela nossa existência no mundo. O homem tende, historicamente, a querer mudar o mundo e adaptá-lo à sua existência, diferente dos animais e da lei de seleção natural onde os mais adaptados que sobrevivem. O avanço da industrialização, principalmente no que se refere ao período pós-Revolução Industrial, gerou um desenfreado e duradouro impacto no ambiente natural posicionando a imagem das empresas e indústrias como ‘vilãs’ do meio ambiente e esquecendo de sua importância na geração de emprego e renda para a comunidade que a cerca, sendo assim foi pensado então um conjunto de práticas a serem adotadas nas organizações, e que por isso foram denominadas de gestão ambiental.
Quando práticas ambientais individuais e gestão ambiental conseguem caminhar juntas e reduzir ainda mais os impactos ao meio natural, podemos então dizer que estamos avançando mais um degrau nessa nossa caminhada, e esse novo degrau chama-se desenvolvimento sustentável, isso quer dizer que estamos conseguindo crescer economicamente, socialmente e ambientalmente, mas sem tantos impactos, devastações, extinções.
Não há predadores naturais ao homem, mas cada vez mais nos aproximamos da premissa de que “o homem é o lobo de si mesmo”. O consumo desenfreado, as práticas e ações sem que haja responsabilidade para o próximo e com o meio que o cerca, pode levar o ser humano à extinção da sua espécie. O homem tem uma dívida milenar com a natureza, e a natureza tende a cobrá-la mais cedo ou mais tarde. Cabe a nós todos começarmos a repensar nossa atitude e assim esticarmos nossa estadia e dos nossos descendentes neste planeta.
Bem, primeiramente poderíamos jogar a palavra num site de buscas na internet e clicar no conceito apresentado por uma dessas enciclopédias online. Segundo a Wikipédia, por exemplo, a palavra sustentabilidade refere-se a “um conceito sistêmico; relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana”. Em termos gerais, define-se então a sustentabilidade como todo o conjunto de ações humanas cuja finalidade é a de preservação dos meios e recursos naturais para assim também preservar a própria espécie. Sustentabilidade vem de sustentável, sustentar, ou seja, parte do princípio de que deve haver uma responsabilidade, uma consciência. É isso o que todos os ditos ‘ecochatos’ querem alertar ao mundo: precisamos criar responsabilidades para com o nosso planeta e com o futuro da nossa espécie, precisamos nos conscientizar!
Assim sendo as práticas sustentáveis nada mais são do que ações pensadas a fim de que se reduzam os impactos ambientais causados pela nossa existência no mundo. O homem tende, historicamente, a querer mudar o mundo e adaptá-lo à sua existência, diferente dos animais e da lei de seleção natural onde os mais adaptados que sobrevivem. O avanço da industrialização, principalmente no que se refere ao período pós-Revolução Industrial, gerou um desenfreado e duradouro impacto no ambiente natural posicionando a imagem das empresas e indústrias como ‘vilãs’ do meio ambiente e esquecendo de sua importância na geração de emprego e renda para a comunidade que a cerca, sendo assim foi pensado então um conjunto de práticas a serem adotadas nas organizações, e que por isso foram denominadas de gestão ambiental.
Quando práticas ambientais individuais e gestão ambiental conseguem caminhar juntas e reduzir ainda mais os impactos ao meio natural, podemos então dizer que estamos avançando mais um degrau nessa nossa caminhada, e esse novo degrau chama-se desenvolvimento sustentável, isso quer dizer que estamos conseguindo crescer economicamente, socialmente e ambientalmente, mas sem tantos impactos, devastações, extinções.
Não há predadores naturais ao homem, mas cada vez mais nos aproximamos da premissa de que “o homem é o lobo de si mesmo”. O consumo desenfreado, as práticas e ações sem que haja responsabilidade para o próximo e com o meio que o cerca, pode levar o ser humano à extinção da sua espécie. O homem tem uma dívida milenar com a natureza, e a natureza tende a cobrá-la mais cedo ou mais tarde. Cabe a nós todos começarmos a repensar nossa atitude e assim esticarmos nossa estadia e dos nossos descendentes neste planeta.
por: João Henriques de Sousa Júnior
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Estação da Estrada de Ferro Belém/Bragança
Inauguração: 1885
Uso atual: mercado, sem trilhos
Histórico da Linha: Em 1616, quando
Francisco Caldeira Castelo Branco aportou em Belém, já lá encontrou
comerciantes batavos e ingleses. Com a cidade já estabelecida, açorianos
também ali se instalaram e com isso outros núcleos foram surgindo, como
Souza do Caeté, a futura Bragança. Para prover o abastecimento da
região, já existia a cidade de São Luiz, no Maranhão, mas as
comunicações por mar, por terra e por via fluvial eram difíceis. Ao
longo do caminho, formaram-se pequenos povoados, como Castanhal,
Igarapé-Açu, Timboteua e Capanema. Somente no último quarto do século 19
é que o Governo Provincial resolveu-se pela construção de uma estrada
de ferro na região, quando esta já tinha produção agrícola razoável, mas
uma imensa dificuldade de escoamento. A ferrovia deveria ligar Belem a
São Luiz. Em 1870 já havia negociações nesse sentido. Após várias
demoras e desistências, a obra começou em meados de 1883. Em 24 de junho
de 1884 foi inaugurado o trecho inicial até a colônia de Benevides e em
1885, a Apeú. O trecho seguinte até Jambu-Açu, a 105 km de Belém, foi
completado em 1897. Até 1907, a ferrovia avançou mais 31 km e em 1908
chegou a Bragança, seu objetivo mais importante: a essa altura, São Luiz
era já um sonho numa estrada que não atingia 300 km de extensão. A
ferrovia, sempre deficitária, tentou-se arrendar em 1900, mas, como o
desenvolvimento na região por ela percorrida compensava os prejuízos,
resolveu-se por um empréstimo externo no valor de 650 mil libras
esterlinas. Finalmente, em 1923, a ferrovia foi repassada para a União e
o Estado tornou-se seu arrendatário até 1936. A partir daí, passou de
vez para administração federal. Em 1965, em péssimas condições de
operação, fechou de vez.
A Estação: foi inaugurada como ponta de trilhos em 1885. Nessa época,
com 61 quilômetros de extensão, e ainda longe de ser terminada,
afastou-se o concessionário original da mesma – não foram alcançados os
resultados previstos em matéria de rendimento econômico previstos no
contrato, que também previa por parte do concessionário a colonização
por meio de imigração – e a ferrovia passou a ser administrada pelo
próprio dono, o Governo da Província do Pará, que nomeou um empreiteiro
para continuar a obra. Diante do insucesso da colonização, o próprio
Governo leva e instala, a 7 de setembro de 1886, 108 colonos açorianos,
destinado à colônia Araripe, em Apeú. Porém, levados
pelo trem até o local onde deveria ser instalada a colônia, os colonos
recusam-se a desembarcar, alegando falta absoluta de providências para
alojá-los condignamente. Foram levados então de volta para Belém onde se dispersaram por completo. Com isto, somente oito anos depois se instalou a primeira colônia da região bragantina, a de Benjamin Constant, que, na época, estava bem longe do final dos trilhos.
O Desenvolvimento:
O desenvolvimento do Núcleo de Castanhal começou mesmo a partir do
momento em que o Governo decidiu dar início à execução do tão discutido e
até mesmo desacreditado por alguns homens da Província, Projeto de
construção da ferrovia que ligaria Belém e Bragança, cuja obra conforme a
região passou a ser chamada de Estrada de Ferro de Bragança.
Em 1885, os trilhos chegaram à localidade de Itaqui às
proximidades de Apeú, graças ao incansável trabalho desenvolvido por um
dos heróis, que para essa promissora terra se deslocara como parte
integrante da imigração nordestina, o coronel Antônio de Souza Leal, a quem o Governo confiara o comando de tão importante obra.
Levando-se em consideração alguns dos problemas que afetara a
Província, como por exemplo, a falta de verbas, a epidemia da febre
amarela que se propagava por toda a região, esta última, principalmente,
fez com que o Governo suspendesse por tempo indeterminado a referida
obra. Mesmo assim, sua paralisação não impediu o crescimento do núcleo,
pois tanto o comércio como a sua agricultura, mesmo rude e com toda essa
crise, se desenvolviam aceleradamente isto, a proporção que aumentava o
número de famílias as quais se fixavam na esperança de que os trilhos
chegassem a esse local ou mesmo a conclusão total da estrada. Muitas
dessas famílias, é claro, se refugiaram com medo da doença que se
alastrava para as demais, preferiram correr o grande risco alimentando
as esperanças de dias melhores.
Vila Centenária:
O livro “Castanhal – Um pouco de sua história”, conta que
Apeú (hoje Distrito de Castanhal) foi se colonizando juntamente com o
que seria a sua futura sede municipal. Seu desenvolvimento começou mesmo
pela metade do ano de 1883, quando se iniciou a execução do Projeto de
construção da ferrovia que ligaria Belém à Bragança.
Dois anos depois 1885, os trilhos chegaram na localidade de Itaqui,
às proximidades do então Núcleo de Apeú, totalizando portanto 60
quilômetros. Esse trabalho, aliás, fôra comandado por um dos heróis
nordestinos: o coronel Antonio de Souza Leal, que mais tarde
juntamente com o tenente Alfredo Marques de Oliveira e outros, chegou a
ser grande e respeitado chefe político da terra, como Intendente (cargo
equivalente hoje ao de Prefeito), uma nomeação ou cargo de confiança que
o Governo outorgava somente àqueles que prestavam relevantes serviços à
comunidade.
A origem do Nome:
Segundo o pesquisador Luiz Fernandes, idealizador do projeto Apehú, o
nome da vila pode ter muitos significados. Mas, para ele, a idéia mais
aceitável é de que das águas de um rio coberto de folhagens amarelas
teria surgido o nome da localidade. “Há ao longo do rio Apeú umas
árvores chamadas Corticeiras. Em uma determinada época do ano elas
deixam cair suas folhas no rio e ele fica igual a um tapete amarelo.
Então acreditamos que esse topônimo tupi que já é registrado desde o
século XVIII venha desta designação. Seria Apehú, o ‘caminho do rio
amarelo’”, acredita.
Mas há quem discorde da versão. O escritor, pesquisador e memorialista José Lopes Guimarães, em seu livro “Castanhal – Um pouco de sua história”,
diz que o nome Apehú (escrita original) se originalizou da seguinte
forma: “aqueles que partiam do núcleo de Apeú com seus baús, ao chegarem
no Núcleo Castanhal, eram logo interrogados de onde vinham e como
teriam vindo. Respondiam: ‘lá da outra colônia’. A pé? ‘Sim’. ‘Hú! Como é
longe’”, brinca Guimarães. Ainda segundo ele “isso foi pegando até que
chegou ao ponto dos agrimensores que estavam trabalhando nos
preparativos para o prosseguimento da estrada de ferro transformarem
mesmo em tom de brincadeira, num nome que passou a ser levado a sério,
até nossos dias”. E ainda há quem acredite que o nome Apeú veio mesmo
das iniciais do nome de um antigo morador chamado Antônio Pereira
Urbano, que recebia suas correspondências – via Correios -, com as
iniciais A.P.U
Dúvidas à parte o distrito de Apeú acompanhou o crescimento de
Castanhal e não abriu mão de peculiaridades como o banho de igarapé no
final da tarde e a tradição familiar, que perdura até os tempos atuais,
desde os primeiros habitantes.
(Fontes: José Maria Quadros de Alencar em Blog do Alencar: blogdoalencar.blogspot.com, janeiro de 2008; IBGE: Revista Brasileira de Geografia, julho e setembro de 1961; Guia Geral de Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Site Estações Ferroviárias: http://www.estacoesferroviarias.com.br, abril de 2011; Site Prefeitura Municipal de Castanhal: http://www.castanhal.pa.gov.br, abril de 2011)
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Para além da vida - N. Mandela
Para
alem da vida, de uma solida compleição física e de um vinculo a
casa real dos tembos, a única coisa que o meu pai me deixou foi um
nome, Rolihlahla. Em língua xossa, Rolihlahla quer dizer,
literalmente, “puxar
um ramo de arvore”, mas o seu significado mais corrente e
“agitador”. Não creio que os nomes marquem o destino, nem que o
meu pai tenha de algum modo adivinhado o meu futuro, mas nestes
últimos anos tanto os amigos como os membros da minha família tem
atribuído ao meu nome as muitas tempestades que causei ou que tive
de enfrentar. O meu nome inglês e cristão, bem mais conhecido,
foi-me atribuído no primeiro dia de escola. Mas já me estou a
adiantar. Nasci no dia 18 de Julho de 1918, em Mvezo, um minusculo
lugarejo nas margens do rio Mbashe, no distrito de Umtata, a capital
do Transkei. O ano em que nasci assinalou o final da Grande Guerra, o
eclodir de uma epidemia de gripe que vitimou milhões de pessoas por
todo o mundo e a visita de uma delegação do Congresso Nacional
Africano a Conferencia de Paz de Versalhes para denunciar as
injustiças sofridas pelo povo da Africa do Sul.
Mas
Mvezo era um lugar a parte, um espaço ínfimo, afastado dos grandes
eventos do mundo, onde a vida decorria mais ou menos como tinha sido
durante centenas de anos. O Transkei esta situado mil e duzentos
quilômetros a leste da Cidade do Cabo e oitocentos e vinte e cinco
quilômetros a sul de Joanesburgo, entre o rio Kei e a fronteira do
Natal; a norte e limitado pelas montanhas alcantiladas da cordilheira
de Drakensberg e a leste pelas águas azuis do oceano Indico. É uma
terra linda, de colinas ondulantes e vales férteis, sulcados por uma
miríade de rios e cursos de água menores, que conservam a verdura
da paisagem mesmo durante o Inverno.
O
Transkei é uma das grandes divisões territoriais da Africa do Sul,
com uma superfície equivalente a da Suíça e uma população de
cerca de três milhões e meio de xossas, para alem de uma pequena
minoria de basutos e de brancos. E a terra onde vive o povo tembo,
que faz parte da grande nação xossa, a qual pertenço.
Gadla
Henry Mphakanyiswa, o meu pai, era um chefe pela linhagem e pela
tradição. Foi confirmado como chefe de Mvezo pelo rei da tribo
tembo, mas sob o domínio britânico esta escolha teve de ser
aprovada pelo Governo, representado em Mvezo pelo magistrado local.
Na sua qualidade de chefe nomeado pelo Governo, o meu pai tinha
direito a uma parte das taxas cobradas a comunidade para efeitos de
vacinação do gado e uso das pastagens comunais. Embora a função
de chefe fosse venerável e respeitada, ha setenta e cinco anos já
se encontrava desacreditada por causa do controlo exercido pelo
detestado governo dos brancos.
A
origem da tribo tembo remonta a vinte gerações, ao rei Zwide.
Segundo a tradição, o povo tembo vivia nos contrafortes das
montanhas Drakensberg e no século XVI empreendeu um movimento
migratório em direção a costa, onde foi absorvido pela nação
xossa. Os xossas fazem parte do povo nguni, que viveu, caçou
e pescou nas regiões ricas e temperadas do Sudeste da Africa do Sul,
entre o grande planalto interior, a norte, e o oceano Indico, a sul,
pelo menos desde o seculo xi. Os nguni podem ser classificados
em dois grupos: a norte, os povos zulo e suazi, e a sul os amaBaca,
os amaBomyana, os ama-Gcaleke, os amaMfengu, os amaMpodomis, os
amaMpondo, os abe Soto e os abe Tembo. Todos juntos, formam a nação
xossa.
Leia mais: http://www.planeta.pt/publisher/wpcontent/files_mf/1333016342UmLongoCaminhoMandela_extract.pdf
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Jatene destaca no TCU importância das Unidades de Conservação.
Também foi apresentado o resultado da auditoria realizada pelo TCU em conjunto com os tribunais de contas dos nove estados que compõe a Amazônia Legal:
22/11/2013 - 08:29 - Pará
O governador Simão Jatene
apresentou ontem na sede do Tribunal de Contas da União (TCU), em
Brasília, as políticas bem sucedidas do Pará no combate ao
desmatamento da floresta amazônica. Durante o evento que debateu os
avanços após a criação das Unidades de Conservação (UCs) na
região e a eficiência desse mecanismo atualmente, Jatene ponderou
de que elas foram fundamentais para conter o "império da
grilagem e a explosão do desmatamento no Estado". "As
Unidades de Conservação retiraram a matéria-prima do grileiro, que
é a expectativa de direito. Ao retirar essa expectativa, se travou o
movimento de desmatamento, de ocupação de novas áreas. Foi
exatamente isso que fizemos em 2005, quando criamos o Macrozoneamento
Econômico Ecológico do Estado do Pará, e definimos que 65% das
áreas do Estado seriam destinadas a unidades de conservação. Logo
em seguida, em 2006, de uma só tacada, nós criamos 15 milhões de
hectares de áreas de conservação - a maior área de conservação
de floresta tropical do planeta", disse, completando, em
seguida, que atualmente a área protegida do Estado é de 56%.
Jatene começou a sua
apresentação lembrando que o movimento desenfreado de desmatamento
no Estado começou na década de 70, quando o governo militar da
época, estimulou a povoação do interior do Estado, condicionando a
propriedade da terra ao desmatamento de metade da área. "Mudaram
a lógica do pensar sobre a Amazônia. Até aí a Amazônia era
apoiada na questão do extrativismo. O que valia não era a terra em
si. A coisa mais valiosa era a floresta. Com a intensificação da
ocupação nos anos 70, essa lógica mudou e se começou a valorizar
a terra e não a cobertura dessa terra, que era a base da economia
até então. Cometeu-se um equívoco: associar a propriedade da terra
ao desmatamento. A ideia de terra produtiva não era mais de
utilização, mas simplesmente a questão de ter que desmatar 50% da
área. Isso acabou criando uma lógica perversa das pessoas terem que
desmatar para poderem assumir a propriedade", explicou.
Conforme o governador,
a lógica atual é completamente diversa e cada vez mais a sociedade
tem consciência de que a floresta em pé tem maior valor do que
desmatada. "Criar uma unidade de conservação não é engessar
a produção, é, simplesmente, mudar a forma de organização da
produção. Por outro lado, é importante que se diga, que no caso do
Pará nós temos em torno de 30 milhões de hectares de áreas
antropizadas, sendo quase de 20 milhões disso para cabeças de gado
e cerca de um milhão e meio de hectares de áreas ligadas a
agricultura. Então, nós precisamos é melhorar a qualidade do uso
da terra", afirmou, comentando sobre a importância de políticas
públicas que busquem o envolvimento da sociedade local, como o
Programa Municípios Verdes, que visa fortalecer as atividades
econômicas sustentáveis.
"Os mecanismos de
comando e controle, de repressão só devem ser utilizados
marginalmente, ou seja, só episodicamente e absolutamente quando
necessário. A forma de nós reduzirmos o desmatamento é através de
programas como o Municípios Verdes, que envolve a sociedade local e
que dá o protagonismo de construção de uma outra sociedade,
exatamente, para essas comunidades locais", concluiu.
Auditoria
Durante o debate,
também foi apresentado o resultado da auditoria realizada pelo TCU
em conjunto com os tribunais de contas dos nove estados que compõe a
Amazônia Legal, que revela que as UCs da região não têm,
atualmente, as condições necessárias para exploração de todo o
seu potencial. Foi detectado que apenas 4% das unidades de
conservação na Amazônia têm um grau avançado de implementação
que permita uma plena atuação desses institutos. As UCs são
espaços protegidos por possuírem características naturais
relevantes. Na Amazônia, têm papel importante na redução do
desmatamento e na diminuição da emissão de gases do efeito estufa,
entre outros benefícios ao meio ambiente. Também possuem potencial
de desenvolvimento econômico, de geração de emprego e de melhoria
da qualidade de vida de populações próximas a elas.
Menos da metade (40%)
das UCs possuem planos de manejo, documento que define os planos
específicos para cada área da unidade e as normas para
funcionamento delas. Também há subaproveitamento econômico, pois o
turismo nessas unidades é baixo e não há exploração sustentável.
Outros problemas, como falta de recursos financeiros e humanos, pouca
divulgação e falhas de governança impedem a utilização plena
dessas áreas. Um dos resultados da auditoria é um mapa
georreferenciado que mostra o nível de implementação de cada uma
das unidades de conservação, construído com base nos indicadores
avaliados pelos tribunais de contas.
O TCU recomendou ao
Ministério do Meio Ambiente e ao Instituto Chico Mendes (ICMBio)
ações que permitam a melhor utilização das 247 Unidades de
Conservação (UCs) federais e estaduais do Bioma Amazônia. Os
órgãos devem divulgar e difundir o conhecimento sobre as áreas
para a sociedade, além de aumentar o aproveitamento econômico das
regiões e fornecer condições para que elas atinjam os objetivos
pretendidos. Com as ações recomendadas pelo TCU, espera-se que as
Unidades de Conservação da Amazônia possam aproveitar todo o
potencial que possuem. A auditoria envolveu os tribunais de contas
dos estados da região norte, do Maranhão e do Mato Grosso, estados
englobados pela Amazônia Legal.
http://noticias.orm.com.br/noticia.asp?id=686533&|Jatene+destaca+no+TCU+import%C3%A2ncia+das+Unidades+de+Conserva%C3%A7%C3%A3o#.Uo-GOSL0qCk
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Sustentabilidade é Acção: O "Julgamento" de David Suzuki
Sustentabilidade é Acção: O "Julgamento" de David Suzuki: Imagem obtida aqui O cientista e ambientalista canadiano de origem japonesa David Suzuki, depois de 30 anos dedicados à natureza, res...
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Sustentabilidade é Acção: Terra Mãe - "O que a gente precisa a natureza dá....
Sustentabilidade é Acção: Terra Mãe - "O que a gente precisa a natureza dá....: «" O que a gente precisa a natureza dá. Na verdade o que a gente precisa é ter olhos para ver, você abrir o olho e perceber que está...
"Aceitar a existência de novidades dentro de um espectro de
conhecimento limitado é muito difícil, e vencer este desafio é o fator
determinante para o desenvolvimento sustentável da ciência e da humanidade."
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Pensar Eco, é lógico!: Lançamento do E-BOOK ‘Rompendo Paradigmas"
Pensar Eco, é lógico!: Lançamento do E-BOOK ‘Rompendo Paradigmas": Com o objetivo de impulsionar mudanças de hábitos, plantar sementes de transformação, e estimular a criatividade dos leitores na formaçã...
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Amazônia dos brabos e dos caboclos
Amazônia dos
brabos e dos caboclos
João Pacheco de
Oliveira Filho (1979) se apropriou das discussões acerca do tema
fronteira e estabeleceu um estudo acerca do assunto. Ele
buscou estabelecer caracterizar a fronteira, formulando, para isso
oito teses.
Em sua primeira tese afirmava:
Em primeiro lugar, fronteira não é um objeto empírico real, uma região, ou ainda, uma fase na vida de uma região, mas sim uma forma de propor uma investigação. A listagem habitual das áreas de fronteira não significa, portanto, uma enumeração de referentes concretos subsumidos no conceito de fronteira, mas tão-somente a indicação de objetos empíricos aos quais a aplicação de uma análise em termos de fronteira pode ser altamente rentável do pondo de vista da aplicação do conhecimento. (Oliveira Filho, 1979, p.111)
Nessa sua
primeira definição, podemos observar que o autor define a fronteira
como elemento conceitual, não empírico. Enquanto conceito é
construção, logo, um feito, não um dado. Ela é resultado,
e não proposição. Todavia, é da forma empírica que vem sendo
tratada historicamente nas políticas do Estado brasileiro.
O enraizamento
de um pensamento que identifica um lugar, que possa ser
encarado como um marco divisório, não é recente no Brasil. Antes
mesmo da década de 1950, Oliveira Vianna buscava compreender e
propor soluções para aquilo que ele chamava de O problema da
unidade nacional. Vianna compreendia que um país da dimensão do
nosso, para compor, efetivamente, uma unidade territorial e, em
consequência, uma identidade nacional precisava superar os
empecilhos produzidos pela distância, geradores das diferenças.
Para ele somente um efetivo sistema de transportes seria capaz de
integrar os arquipélagos que formavam o Brasil.
Durante os anos
1950, essa discussão esteve sob influência do pensamento cepalino.
A tentativa de equacionar os problemas nacionais colocava na ordem do
dia a questão regional e as fronteiras internas. Enxergava-se um
país com rea- lidades distintas: um Brasil moderno e outro arcaico.
Essa construção dualista reproduzia-se enquanto elemento explicador
para as ilhas brasileiras, ganhando peso a ideia dos Dois
Brasis. As discussões não se esgotavam por aí, pois, se no
plano internacional, a deterioração das relações de troca eram
encaradas como o elemento que estava na base do colonialismo, a
tendência seria reproduzir numa escala interna essa mesma
“disfunção”. De acordo com Celso Furtado (1979), a dualidade
econômica e o rompimento da economia de arquipélagos tenderiam a
reproduzir essa disparidade. Caberia, portanto, ao Estado brasileiro
evitar que reproduzíssemos internamente o mesmo mal que afligia as
relações internacionais de troca. O Estado deveria assumir um papel
redistributivista para resolver esse problema.
Durante o
período militar a ação do Estado sobre a região tinha como
elemento discursivo central a política de integração,
desenvolvimento e colonização. O que podemos notar ao longo desse
período é a preponderância da ideia de fronteira estabelecida por
Oliveira Vianna. A ideia de outro Brasil e de uma unidade nacional
enquanto equacionadora dos problemas brasileiros foi a tônica das
ações do Estado. Ou seja, o Estado definiu, com base em elementos
empíricos, que a Amazônia era uma fronteira aberta para compor a
unidade nacional e palco de políticas de integração. Devemos
ressaltar, como faz Oliveira Filho, que a fronteira amazônica não
existe a priori. Ela é resultado de uma construção
histórica, que tinha na base a ideia de fronteira e no discurso
colonizador a necessidade de se construir a unidade e a
homogeneização. A primeira tese de Pacheco Filho, em certa medida,
a necessidade de repensar conceitualmente a fronteira, caso contrário
correríamos o risco de reproduzir as práticas históricas do Estado
brasileiro.
Em sua segunda tese, o autor afirmava:
Segundo, a análise em termos de fronteira não inclui uma simples contextualização de uma área dentro de uma unidade (econômica ou política) de nível superior. Na verdade o modelo teórico da fronteira supõe uma totalidade composta por partes heterogêneas e com diferentes ritmos de funcionamento. A fronteira é então o estabelecimento de um mecanismo que correlacione de forma regular e complementar diferentes partes de uma totalidade (que tanto pode ser intranacional quanto associar partes pertencentes a diferentes países). O vínculo anteriormente referido entre a Amazônia e o Centro-Norte constitui um bom exemplo dessa complementariedade. (Oliveira Filho, 1979, p. 111)
Para ele, as
bases para podermos pensar a fronteira são a totalidade e a
heterogeneidade. Somente a possibilidade de encarar uma região
ou uma área enquanto parte de um todo é que possibilita construir a
ideia de fronteira, baseando-se na diferença. A pergunta que não
está presente é “quem é fronteira para quem?”. Se há
heterogeneidades que fazem parte de uma mesma totalidade, somente no
campo da disputa é que se poderá determinar qual área é a
fronteira.
Francisco de
Oliveira (1977) afirmava que não há como entender a região
isolando-a na sua peculiaridade. Não há como percebê-la enquanto
arquipélago. Se, como afirmava Milton Santos, “produzir é
produzir espaço”, a produção de uma região ou de uma
fronteira não pode ser entendida sem a compreensão da
organização socioeconômica da sociedade e das forças que estão
em disputa. Corroborando a afirmativa de Francisco de Oliveira, nosso
autor chama-nos atenção para as diversas relações de força
existentes e atuantes na totalidade definida na tese anterior.
Na sua terceira tese, ele nos afirma:
Terceiro, as partes que compõem essa totalidade não podem ser concebidas enquanto modelos universais e genéricos, que enfoquem a realidade por um prisma à exclusão de outros (o econômico, p. ex., à exclusão do político e do ideológico). Assim é inadequado pensar tais unidades em termos de modos de produção ou de sistemas econômicos, políticos, etc. A análise dos modos de produção encontradas em escala local precisa dar conta da particular articulação existente entre eles e paralelamente inclui realidades políticas e ideológicas sem as quais não poderia ocorrer a reprodução econômica e social daquela sociedade (Oliveira Filho, 1979, p. 111)
Essa terceira
tese indica que para compreender o fenômeno da fronteira não
devemos isolar a compreensão da totalidade apenas por um viés. Ao
incorporá-la na complexidade existente nas formações sociais
locais, pertencentes à totalidade, o autor acentuou o fato de que
dinâmicas heterogêneas devem ser compreendidas na sua articulação
com o todo.
Foi o isolamento
de determinadas classificações genéricas a base para caracterizar
a Amazônia e atuar sobre a fronteira. Excluíam-se, dessa forma,
outras possibilidades para se compreender a região. Os planos de
desenvolvimento econômico para a integração nacional produzidos a
partir do Centro-Sul do país, ou como nos afirmou Ariovaldo
Umbelino, a partir de interesses internacionais, trataram a questão
da fronteira unicamente a partir do viés econômico, à exclusão de
outros. O resultado disso foi percebido durante os anos 1980, quando
a questão ambiental entrava em cena. Todavia, a atualidade dessa
tese reside nas leituras, sobretudo aquelas baseadas nas preocupações
ambientais, que hoje produzem propostas de intervenção na região.
O mesmo defeito de origem se perpetua, ou seja, a análise tem suas
cores baseadas em uma perspectiva ecológica, não inserindo esse
viés no todo. Não a incorpora na complexidade do cenário.
As perspectivas
de intervenção, tanto as que pensaram o desenvolvimento ou as mais
recentes, que interpõem o viés ecológico, basearam-se numa espécie
de “vocação” natural ou empírica para fundamentar a atuação
sobre a Amazônia. Num primeiro momento eram as terras livres,
férteis, lugar desabitado e de natureza pujante, devendo ser
integrado. Num segundo momento é o locus da biodiversidade, a
maior reserva de água potável do planeta etc. Esse olhar que
naturaliza a região é também questionado na quarta tese do autor.
Quarto, é preciso desautorizar a crença de que as partes que compõe essa totalidade estejam dotadas naturalmente de características complementares: a abundância de terras livres e a superpopulação não constituem fatos concretos e inexoravelmente referidos a uma região, mas são traços que podem ser gerados ou alterados a partir de uma intervenção sobre outros elementos dessas realidades. (Oliveira Filho, 1979, p. 111)
Na sua quarta
tese, exposta acima, Oliveira Filho nos permite relacioná-la à
ideia de produção histórica dos elementos empíricos do conceito e
de sua posterior naturalização. A caracterização e a
classificação de uma dada região é uma representação construída
a partir de um lugar social, logo, de uma dada visão-intervenção
no mundo. É resultante de um poder simbólico, associado a uma
violência simbólica observada na produção da demarcação.
Ainda em sua quarta tese, afirma:
Essa complementaridade natural entre regiões está suposta na definição de colonização como “ocupação de terras novas”, sendo um componente ideológico fundamental o mito da fronteira aberta. Deixando de lado a sua eficácia ideológica, o desenvolvimento de tais colônias de povoamento coloca para os economistas uma questão mais básica: a de como importar as relações de produção necessárias ao funcionamento do capitalismo na colônia. (Oliveira Filho, 1979, p. 111)
Ao tratar da
fronteia como terras novas ou terras livres, estamos diante de uma
construção que o autor chama de ideológica. Podemos, da mesma
maneira, perceber que enquanto área a ser preservada, a Amazônia é
resultante de um processo idêntico.
Nas teses finais
sobre fronteira, que falam de fronteiras capitalistas, o conceito
ganhou um aporte temporal historicamente situado.
Na quinta tese,
o autor argumentou que era necessário que uma das partes da
totalidade tivesse mão de obra excessiva, ante os recursos de
subsistência gerados pelas mais diferentes motivações. Segundo
ele, é a extinção do pequeno produtor que é capaz de explicar
movimentos de colonização e não simples políticas do Estado para
dirigir o processo migratório. Ao relacionarmos essa quinta tese com
a argumentação anterior, perceberemos que as “diferentes
motivações” têm origem no campo econômico e/ou político.
Portanto, extinguir o pequeno produtor e lançá-lo como mão de obra
não autônoma é um processo inerente do capitalismo (inclusão
forçada). Conjuntamente a isso, verificamos na migração dessa mão
de obra (seja dirigida ou voluntária), para áreas denominadas como
fronteiras, uma nova dinâmica desse modelo dominante, a exclusão
(Fontes, 1997).
Na sexta tese, o
autor argumentou que na fronteira deveriam ser criados mecanismos de
controle sobre a mão de obra, ao contrário da ideia de
igualitarismo existente nessas regiões, o que nos leva a crer que,
mais do que a denominação da fronteira, surgiam, concomitantemente,
outras duas características: 1) a área a ser incorporada deveria
reproduzir as mesmas relações de produção da área dominante; 2)
a fronteira, ao ser estabelecida enquanto tal, traz no seu código
genético sua identidade, forjada a partir da visão de mundo de seu
criador.
A sétima tese,
decorrente da sexta, supõe uma reorganização do mundo social da
fronteira sob novas bases, geradas na representação do modelo
dominante e voltadas para ele.
A oitava tese,
amarrando as partes, determinou que não bastaria a reorganização,
mas seria preciso, também, construir os agentes e as atividades que
as ligariam com a totalidade.
A temporalidade
existente nas últimas teses insere a fronteira na dinâmica
capitalista e a ação dessa dinâmica sobre a fronteira, o que não
deve ser deixado de lado. Todavia, as quatro teses nos servem para
pensar a ação sobre a fronteira, isto é, uma área caracterizada
como fronteira.
Da mesma forma
que Oliveira Filho, o grupo de Bertha Becker se destacou nessa
temática, produzindo teses explicativas para a ação do Estado na
fronteira amazônica.
Antônio Cláudio Rabello; Professor do
Departamento de História da Universidade Federal de Rondônia;
doutor em Desenvolvimento Socioambiental pelo Núcleo de Altos
Estudos Amazônicos, da UFPA. @ – antonio.rabello@pq.cnpq.br
terça-feira, 8 de outubro de 2013
sábado, 5 de outubro de 2013
ONU cria fórum para monitorar desenvolvimento sustentável.
ONU cria fórum para monitorar desenvolvimento sustentável
Publicado 27 Setembro 2013. em PolíticaAmbiental
Novo órgão foi
reivindicação da Rio+20; criação teve apoio do Brasil e da Itália.
A ONU atendeu nesta terça-feira (24) a uma reivindicação da Rio+20 ao criar,
com o apoio do Brasil e da Itália, um fórum de chefes de Estado e governo
destinado a acompanhar, orientar e monitorar iniciativas de desenvolvimento
sustentado.
O chamado Fórum de Alto Nível das Nações Unidas sobre Desenvolvimento
Sustentado se reunirá a cada quatro anos na Assembleia Geral da ONU, com
reuniões em nível ministerial uma vez por ano.
Suas deliberações se traduzirão em declarações governamentais acordadas
pelas partes. A partir de 2016, a instância acompanhará a implementação de
metas de desenvolvimento sustentável pelos países da ONU, com comentários para
cada país.
A Rio+20 discutiu o modelo de desenvolvimento sustentável que os governos
devem buscar a partir de 2015, em substituição às metas básicas de redução da
pobreza e elevação de indicadores sociais contidas nos Objetivos do Milênio -
oito metas estabelecidas pela ONU para serem alcançadas por 191 países membros
até 2015.
"Chegamos a uma síntese entre desenvolvimento, erradicação da pobreza e
preservação do meio-ambiente. Nossa tarefa agora é efetivar os compromissos
assumidos", disse a presidente, durante a inauguração. "O fórum
oferece à comunidade internacional uma nova arquitetura, uma nova governança
capaz de responder aos desafios do desenvolvimento sustentável."
Dilma afirmou que "depois da Rio+20, a palavra desenvolvimento nunca
mais deixará de estar associada ao qualificativo de sustentável".
"Alcançamos consenso em torno do objetivo de construir um modelo de
desenvolvimento que contemple de forma equilibrada as dimensões econômica,
social e ambiental."
Benefícios econômicos
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde
- que esteve no lançamento do Fórum - disse que a economia global precisa
retomar o crescimento, "mas nos trilhos corretos".
"Sabemos que o tipo equivocado de crescimento econômico pode prejudicar
o meio ambiente, e a degradação ambiental pode prejudicar a economia",
disse Lagarde. "Não se enganem: são os países mais pobres que serão
afetados antes e mais fortemente."
Mesmo sem ser uma organização para fins ambientais, disse Lagarde, o FMI
pode ajudar na tarefa de combinar crescimento e desenvolvimento com seus
estudos: por exemplo, trazendo à tona subsídios trilionários ao setor de
energia que "ajudam os que menos precisam". "Estes subsídios,
incluindo subsídios fiscais, consumiram US$ 2 trilhões em 2011 -impressionantes
2,5% do PIB global que podiam ter sido usado de melhor maneira."
Estudos do FMI indicam que uma distribuição mais equilibrada da renda leva a
mais crescimento sustentável e maior estabilidade econômica, citou a
diretora-gerente do Fundo. "É crucial alcançar maior inclusão da vida
econômica, para que todos possamos dividir a prosperidade e realizar seu
potencial."
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
A Carta do Cacique Seattle, em 1855:
Cacique Seattle
Em 1855, o
cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao
presidente dos Estados Unidos (Franklin Pierce), depois de o Governo haver dado a entender
que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um
século e meio. Mas o
desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A resposta do Cacique Seattle é
tida como uma profunda declaração de amor ao Meio Ambiente,
brotada do coração puro e simples de um índio cheio de
reconhecimento à Natureza por tudo de bom que ela dá ao homem. A carta:
"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.
Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exauri-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.
Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.
Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.
Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."
"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.
Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exauri-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.
Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.
Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.
Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
*Como a mudança do clima vai prejudicar tudo que você ama*
Como a mudança do clima vai prejudicar tudo que você ama 24/09/2013
O que você ama? E o que é que uma pergunta como esta está fazendo em um blog sobre clima?
O que você ama pode estar ameaçado com as mudanças climáticas. As coisas que enriquecem a vida e dão sentido a ela sumirão para seus filhos e netos se você e todas as outras pessoas não arregaçarem as mangas e começarem a cuidar já do planeta, não importa o que governos, legisladores e cientistas façam a respeito.
Sim, a questão é pessoal!
Este foi o tom, tocante, da fala do ex-vice presidente americano e Prêmio Nobel da Paz, Al Gore, em sua apresentação no megaevento Social Good Summit, que começou na segunda-feira e termina hoje em Nova York, na companhia de outros seminários espalhados pelo mundo como o Social Good Brasil.
Nesse encontro, grandes ideias dão as mãos a novas mídias para criar soluções inovadoras: o poder do pensamento criativo e a tecnologia podem juntos nos ajudar a resolver nossos maiores desafios: a mudança do clima, a injustiça social, a eliminação da doenças e da pobreza, a segurança alimentar.
Entre os palestrantes estão pessoas de atividades tão diversas quanto J. J. Abrams, o produtor da série Lost, Rob Bourdon, baterista da banda Linkin Park, sir Richard Branson, fundador do Virgin Grupo, Maggie Fox, presidente do Climate Reality Project (fundado por Al Gore), ou Hans Vestberg, CEO da Ericsson, uma das patrocinadoras do evento.
O que Gore subiu ao palco para apresentar foi o projeto What I Love (O que eu amo), do Climate Project Reality, através de um vídeo de pouco mais de um minuto, com imagens belas, e dramáticas. O centro da iniciativa é um site de construção elaborada e cara, e conteúdo espetacular, no qual se pede que você escolha oito coisas que ama, de várias categorias, como por exemplo: pão, oceanos, florestas, whisky, vida selvagem, verduras frescas, maçãs, água, florestas, etc.
Depois de feita a escolha, o site irá criar um cenário, ou uma “tela”, mostrando como estas coisas são afetadas pela mudança do clima. Após esta experiência de conhecimento, fica bem mais difícil permanecer passivo diante do consumo de combustíveis fósseis, de desastres naturais, do nosso descaso com o mundo do qual dependemos para termos vidas satisfatórias. Nós vamos ser afetados, de um jeito ou de outro.
“A poluição de carbono é um problema causado pelo homem. Está na hora de soluções feitas pelo homem”, diz o projeto. “Se quisermos impedir que ele ameace nossa atmosfera como se ela fosse um esgoto a céu aberto, precisamos construir uma forte rede de ativismo devotada à luta”. Mais... - Planeta Sustentável
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Sustentabilidade é Acção: Permacultura - viver sustentávelmente
Sustentabilidade é Acção: Permacultura - viver sustentavelmente (2): Permacultura - viver sustentavelmente... projetando ecossistemas que imitam a natureza Segunda parte da tradução do folheto sobre Perm...
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
'0' Co2 = Ar fresco para os pulmões.
Um breve olhar sobre
a atual realidade de nossas cidades, é suficiente para ficar ciente da
necessidade em diminuir as emissões de gases causadores do efeito
estufa. Tudo que precisamos, é nos atentar para os passos que deram as
grandes metrópoles em busca de 'desenvolvimento', e não repetir os mesmo
erros, que levaram tempos para serem detectados como prejudiciais a
saúde da sociedade, e ir em busca de um desenvolvimento sustentável!
Comentário Akatu: Um
modelo de sociedade mais sustentável envolve, de um lado, consumidores mais
conscientes e, de outro, empresas dispostas e preparadas para inovar no
atendimento às suas demandas, oferecendo-lhes alternativas de produtos e
serviços ambientalmente adequados e socialmente justos em todas as etapas de
sua cadeia produtiva, inclusive em seu financiamento. Mais do que uma
tendência, essa mudança de paradigma rumo à economia verde parece ser a
alternativa viável para combater os efeitos dos padrões insustentáveis de
produção e consumo que vêm sendo adotados há dezenas de anos.
Não é fácil calcular o valor monetário de uma floresta, ou de um rio ou ar limpo, mas é isso que os maiores bancos mundiais estão tentando fazer.
Comentário Akatu:
Um modelo de sociedade mais sustentável envolve, de um lado,
consumidores mais conscientes e, de outro, empresas dispostas e
preparadas para inovar no atendimento às suas demandas, oferecendo-lhes
alternativas de produtos e serviços ambientalmente adequados e
socialmente justos em todas as etapas de sua cadeia produtiva, inclusive
em seu financiamento. Mais do que uma tendência, essa mudança de
paradigma rumo à economia verde parece ser a alternativa viável para
combater os efeitos dos padrões insustentáveis de produção e consumo que
vêm sendo adotados há dezenas de anos
Não é fácil calcular o valor monetário de uma floresta, ou de um rio ou ar limpo, mas é isso que os maiores bancos mundiais estão tentando fazer. - See more at: http://akatu.org.br/Temas/Cadeias-Produtivas/Posts/Bancos-querem-cortar-credito-de-empresas-que-nao-respeitem-os-recursos-naturais#sthash.wbaMXTUo.dpuf
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Comentário Akatu:
Um modelo de sociedade mais sustentável envolve, de um lado,
consumidores mais conscientes e, de outro, empresas dispostas e
preparadas para inovar no atendimento às suas demandas, oferecendo-lhes
alternativas de produtos e serviços ambientalmente adequados e
socialmente justos em todas as etapas de sua cadeia produtiva, inclusive
em seu financiamento. Mais do que uma tendência, essa mudança de
paradigma rumo à economia verde parece ser a alternativa viável para
combater os efeitos dos padrões insustentáveis de produção e consumo que
vêm sendo adotados há dezenas de anos
Não é fácil calcular o valor monetário de uma floresta, ou de um rio ou ar limpo, mas é isso que os maiores bancos mundiais estão tentando fazer. - See more at: http://akatu.org.br/Temas/Cadeias-Produtivas/Posts/Bancos-querem-cortar-credito-de-empresas-que-nao-respeitem-os-recursos-naturais#sthash.wbaMXTUo.dpuf
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